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Veja dicas de moda dos apresentadores do "Esquadrão da Moda"

Li éssa matéria no Folha Ilustrada…e resolvi postar para vocês…

A Folha conversou, na semana passada, com a dupla de apresentadores Stacy London e Clinton Kelly, no sofá vermelho do estúdio de “Esquadrão da Moda”, em Nova York.
Depois de assistir a um vídeo de uma de suas “vítimas” tentando comprar as roupas certas, Stacy e Clinton param a gravação para dar entrevista, mas não mudam o comportamento.
Depois de comentar a roupa da repórter, os dois respondem às perguntas completando as frases um do outro e emendando dicas de como se vestir.

FOLHA – Qual é a fórmula para o programa funcionar por oito anos?
STACY – Muitas pessoas dizem que a fórmula é o formato do show -eu diria que Clinton e eu temos química. Mas também acho que há algo muito positivo e esperançoso por trás da ideia de transformação.
Ver outra pessoa fazendo dá ao telespectador a esperança de que ele pode fazer. E também é o “conserto” visual mais rápido, mostrar a alguém como recuperar um pouco o controle sobre a sua vida.
Se você consegue demonstrar isso, de muitas maneiras motiva as pessoas a passar a controlar outras áreas. É mais simbólico do que literal.
CLINTON – E as pessoas sabem que toda semana podem ligar a TV e ver Stacy e eu fazendo o nosso trabalho. Nos tornamos velhos amigos. Mas há sempre um convidado inesperado, e você nunca sabe o que isso vai adicionar à mistura.
Há pessoas que amam quando estamos em desacordo com o nosso participante, quando queremos arrancar os cabelos –mas isso é o que faz um programa bom.
É engraçado, porque os fãs dizem ‘não acredito que as pessoas tratam vocês tão mal, cheios de atitude’.
STACY - Que não são agradecidos… Mas é engraçado, quando o programa começou era o oposto. Muitos telespectadores diziam ‘quem vocês acham que são? São maldosos, desagradáveis, isso e aquilo’. Mas construímos um público muito fiel ao longo do tempo, e os sentimentos deles mudaram, porque viram os resultados do programa.
E quanto mais você vê que as pessoas ganham força com o processo, em vez de serem destruídas, isso faz de nós menos maldosos e mais incentivadores.
CLINTON – Porque somos ‘cheerleaders’. Queremos que elas fiquem mais bonitas, é claro, mas por uma razão –para que possam ir para casa e mudar a vida delas para melhor. E acho que tendo trabalhado com tantas pessoas quanto trabalhamos, sabemos que as vidas delas mudam no final. E isso é o que nos motiva a continuar e melhorar a cada temporada, porque chegamos à raiz do problema. Hoje, dizemos com precisão, ‘sabemos porque está se vestindo assim, confie na gente, podemos consertar isso’. E aí elas vão para casa se sentindo bem.
Vocês já falharam?
CLINTON - Algumas poucas vezes.
STACY – Há aquelas que entendem e aproveitam, seguem todas as regras, nos mandam fotos –que pegam o que aprenderam e começam uma nova vida. E há aquelas que realmente tentam –e pode ser que falhem, não estão preocupadas com isso 100% do tempo, mas vemos uma mudança significativa e duradoura.
E há o terceiro tipo, que volta logo para trás. Talvez tentem por algum tempo, mas talvez não sintam que foi uma experiência impactante o suficiente.
Não é que falhamos quando alguém entra no nosso estúdio, porque aqui temos muito mais controle do que elas vestem. Quando vão embora, é outra história.
CLINTON - E elas não estão vindo atrás da gente para dizer ‘quero mudar’. São os amigos e a família que estão falando ‘essa pessoa precisa mudar’.
STACY - E elas estão dizendo ‘que diabos aconteceu?’! (risos)
CLINTON - Exatamente! Então o que acontece é que damos o nosso melhor, mas, se a pessoa não está pronta para mudar, não está e pronto. Não durará.
STACY - Tentamos lembrar as pessoas de que isso é um processo, e você tem que estar tão envolvido quanto a gente. Não é sobre nós vestirmos você, é sobre cocriação. Entenderemos o seu estilo juntos. Podemos dar regras, mas você ainda precisa decidir de que cores gosta, quais as estampas que expressam sua personalidade, o que você quer dizer ao mundo. Não podemos decidir isso por você.
Há muita gente que se recusa a participar, depois de ser inscrita pela família ou por amigos?
STACY - Tivemos quatro, na história do programa.
E alguém já reagiu muito mal?
STACY – Uma, sim!
CLINTON – Ela começou a xingar, saiu correndo da casa…
STACY - Ela se trancou no armário…
CLINTON – Ameaçou ligar para a polícia…
STACY – E dizer que estava sendo sequestrada. Amamos ela! E aí ela saiu da cidade. Nunca mais ouvimos falar dela. Esse foi o pior ‘não’.
CLINTON – E teve uma que disse que precisava perguntar ao terapeuta, lembra? Em San Francisco.
STACY – É verdade! Ela perguntou, e o terapeuta disse que não seria produtivo.
Como vocês conseguem segui-las sem que elas saibam?
CLINTON - É tão fácil!
STACY – Se não tiver som, é legal. (risos)
CLINTON – - As câmeras são do tamanho do seu dedo!
STACY – E os nossos produtores, alguns se escondem atrás dos arbustos…
CLINTON – - Alguns quase foram presos!
Vocês estavam dizendo que as pessoas os achavam maus, mas agora há uma onda de programas em que os apresentadores são muito mais maldosos, como “Thintervention” [em que a apresentadora faz "tratamento de choque" para que os participantes emagreçam]…
STACY – Agora, por comparação… Os reality shows tiveram que descer para o pior para nós parecermos bonzinhos (risos). O gênero cresceu tanto nesse tempo em que estamos no ar e, na minha opinião, muito do que está na TV hoje é “trash”. Por isso temos muito orgulho do que fazemos. Toda semana tentamos passar algo positivo para as pessoas.
CLINTON - – Muitos desses programas “maldosos” serão populares por algum tempo, e depois desaparecerão. Nós temos 275 episódios até agora, isso porque viemos de um lugar bom –e o bem sempre vencerá o mal (risos).
E vocês não estão dizendo ‘emagreçam’ ou ‘mudem o corpo’.
STACY - Não é que estamos dizendo ‘não seja saudável’, é claro que quero que você se cuide. Mas se está em um ponto em que se veste mal porque não suporta seu corpo, a última coisa que precisa é de alguém que diga ‘você realmente precisa perder peso’. Precisamos achar uma maneira de fazer uma mudança positiva em vez de recomendar algo que pareça punição.
E regime e exercícios, não importa quem seja –a menos que seja um corredor louco pela adrenalina–, parece uma punição. O nosso é um empurrão gentil.
E por que vocês diriam que esse programa, feito nos EUA, funciona também em um país como o Brasil?
CLINTON – Não importa de onde uma mulher venha, se é americana, brasileira, europeia, todas querem ficar o mais bonita possível, isso é algo comum ao ser humano. Queremos nos sentir atraentes, por isso o programa é universal. Não é sobre a cultura americana, mas sobre a natureza humana.
Você fica presa nesse círculo vicioso, vemos isso o tempo todo: você ganha alguns quilos, não se sente bem, veste roupas largas –e, adivinhe? Você engorda para caber nas roupas largas, acontece sempre.
STACY – E você perde a motivação para se vestir.
CLINTON – E aí você engorda 20 quilos, o que é muito mais difícil de perder do que dois quilos. E estamos aqui para dizer: ‘Não se preocupe, vamos ajudá-la a se sentir melhor hoje, para que possa alcançar seus objetivos amanhã’.
STACY - E é a natureza humana. Homens e mulheres querem ser atraentes. Mas parte da razão pela qual focamos nas mulheres, apesar de já termos feito o programa com homens, é que as transformações são mais extremas e mais emocionais. É quase instintivo.
CLINTON - E as pessoas dizem o tempo todo, ‘não deveríamos ser julgados pelo que vestimos’. Num mundo mágico, num universo paralelo, talvez não nos julguemos pela aparência. Mas há estudos científicos que mostram que nos aproximamos das pessoas com base no visual. E isso desde que vivíamos em tribos e tínhamos que decidir ao olhar para alguém: é um inimigo ou um amigo? Somos julgadores, e as mulheres são julgadas, então você precisa controlar a mensagem que transmite.
As pessoas têm medo de vocês? Ficam mais preocupadas com o que vestem ao encontrá-los?
STACY – Sempre. Mas há dois grupos: os que passam 14 horas decidindo o que vestir e os que nos veem na rua e vêm nos abraçar, não importa o que estejam vestindo.
CLINTON – Mas quantas vezes alguém já chegou e disse: ‘Nossa, te adoro! Não olhe para a minha roupa!’. (risos)
STACY - Ou ‘me diga o que você odeia’. Mas há aquele sentimento, já conheci garotas que dizem ‘cresci com vocês’ -o que me enlouquece, porque envelheci!-, mas é uma honra ver que nos tornamos parte das vidas das pessoas.
CLINTON – Às vezes me preocupo com meninas que assistem ao ‘Esquadrão da Moda’, porque sinto que não quero encorajá-las a debochar de outras garotas. Nós tiramos sarro das pessoas, mas com a permissão delas, e oferecemos soluções. As adolescentes às vezes tendem a tirar sarro das outras… Mas sinto que, se ela viu o programa durante a puberdade, por oito anos, entende que não estamos tirando sarro.
STACY – Eu sinto o oposto. Acho que muitas das meninas que veem o programa ficam mais sensíveis aos problemas das que não se vestem bem.
CLINTON – Só estou dizendo que me preocupa. As pressões de ser uma adolescente são enormes, e eu odiaria pensar que contribuímos para isso de uma forma qualquer.
Vocês pensam em um final para o programa? Ou querem continuar por 10, 20 anos?
CLINTON – - Quem sabe… Eu nunca achei que faríamos o programa por tanto tempo, então quem sabe o que o futuro trará. E tem sido bom. Nos primeiros cinco anos, era muito trabalho, não tínhamos vida, só fazíamos o programa. Mas aí reduzimos para 26 episódios por temporada, e agora temos vida fora do programa, e faz uma grande diferença.
Quantos eram antes?
STACY – Eram 60 episódios por ano. Não tínhamos intervalo. E é parte da TV paga, a ideia era que tivéssemos novos episódios toda sexta, quase sem reprise. Mas ninguém consegue manter esse ritmo.
O lado bom é que desde que encurtamos a temporada temos tido muito mais demanda para voltar.
CLINTON - – No Brasil, vocês estão assistindo a episódios novos ou reprises?
Estamos na quinta temporada.
CLINTON - – Somos mais jovens no Brasil!
STACY – Apesar de que cometi vários erros de figurino nessa temporada… Errei muito no início, levei um tempo para entender como me vestir para a televisão. Eu era editora de moda, vestia as pessoas, mas estava sempre atrás das câmeras, e é muito difícil. Toda vez que vejo um episódio velho fico ‘oh!’. Agora, já sei me vestir -não coloco nenhum néon. (risos)
Clinton, você acabou de lançar um livro nos EUA com os cem maiores erros que as mulheres cometem ao se vestir (“Oh No She Didn’t: The Top 100 Style Mistakes Women Make and How to Avoid Them”). Poderia dar às leitoras brasileiras algumas dicas universais?
CLINTON - Um jeans com lavagem escura é sempre mais sofisticado do que um claro.
Não sei se as brasileiras usam tênis brancos como calçados casuais, mas tênis feitos para exercício não são para outras ocasiões. Se os seus pés doem, você usa um sapato baixo, uma sandália, uma bota, um tênis bonito, feito para a cidade.
- Eu diria que a jaqueta é o melhor amigo da mulher, completa o figurino, transforma um jeans e uma camiseta.
- Qualquer coisa que diga “tamanho único” nunca cabe em ninguém.
- Lembre-se: os sapatos sempre definem o figurino, isso é muito importante. Há uma razão pela qual freiras não usam “stilettos” e prostitutas não usam sapatos ortopédicos. O sapato fala muito sobre você.
- Mantenha em mente que os olhos das pessoas sempre são direcionados aos cintos. Se você usar um cinto na sua parte mais larga, está chamando a atenção para ela. Então ele precisa ir na sua parte mais estreita.
- Se você tem menos de 35 anos e não muito dinheiro, eu diria: gaste 50% com peças clássicas e 50% com peças da moda. Se passou dos 35, deveria gastar 75% com clássicos e 35% com roupas da estação. São elas que a deixam moderna, fazem parecer que você está participando de 2010.

Amei!!!

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1 comentário

  1. bynury 2 de novembro de 2010 at 7:51 pm Resposta

    Adooooro esse programa! Eles sãos d+ :)

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